Novos remédios para emagrecer: o que a nutrição precisa considerar?

Medicamentos para obesidade com segurança. Nutrição, estilo de vida e estratégias para resultados duradouros sem carências nutricionais.

Lais

1/19/20263 min read

white round medication pill on yellow surface
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Uma era de novos medicamentos para a obesidade

Avaliações nutricionais na era dos novos medicamentos para a obesidade, tornaram-se um tema central para quem busca emagrecer com segurança e manter os resultados a longo prazo. Fármacos com o mesmo efeito do hormônio GLP-1, podem reduzir o apetite, aumentar a saciedade e promover perdas de peso. Contudo, eles não substituem uma alimentação saudável e um estilo de vida ativo, funcionando melhor quando alinhados a estratégias nutricionais bem planejadas.

O que é GLP-1?

GLP-1 (Peptídeo Semelhante ao Glucagon-1) é um hormônio natural produzido pelo intestino após as refeições. Ele como principais funções:

  • Estimula a liberação de insulina quando a glicose sobe no sangue

  • Reduz a produção de glucagon (hormônio que eleva o açúcar)

  • Retarda o esvaziamento gástrico, prolongando a saciedade

  • Age no cérebro para diminuir o apetite

Medicamentos como semaglutida (Ozempic®, Wegovy®) e tirzepatida (Mounjaro®) são análogos de GLP-1 – copiam essas ações, mas duram mais tempo no corpo. Por isso funcionam tão bem no diabetes tipo 2 e na obesidade, promovendo perda de peso de 15-22% em média.

Novos medicamentos para obesidade e alimentação saudável

Os novos medicamentos para obesidade ajudam a diminuir a ingestão calórica, mas também podem levar a uma dieta muito pobre em nutrientes se a pessoa “apenas comer menos” sem planejar o que coloca no prato. Estudos clínicos mostram que pacientes em tratamento com GLP-1 tendem a reduzir drasticamente carboidratos e fibras, aumentando o risco de constipação e fraqueza muscular. Por isso, é essencial alinhar o uso dessas terapias a um plano alimentar equilibrado, que garanta proteínas, fibras, vitaminas e minerais suficientes mesmo com menos fome no dia a dia. Uma base de alimentos in natura e minimamente processados – frutas, verduras, legumes, grãos integrais, feijão, ovos, carnes magras e oleaginosas – continua sendo o pilar de qualquer estratégia de emagrecimento segura e sustentável.

GLP-1, saciedade e risco de carências nutricionais

Medicamentos à base de GLP-1 geralmente promovem saciedade precoce e reduzem o volume das refeições, o que é positivo para o controle de peso, mas aumenta o risco de baixa ingestão de proteínas e micronutrientes. Para evitar perda excessiva de massa magra e fadiga, é importante distribuir boas fontes de proteína ao longo do dia: ovos, iogurte natural, peixes como salmão e sardinha, frango grelhado, leguminosas cozidas e oleaginosas como amêndoas e castanha-do-pará. Ao mesmo tempo, frutas vermelhas, folhas verdes, cenoura, abacate e grãos integrais garantem fibras solúveis e insolúveis, além de compostos bioativos (alimentos orgânicos) que regulam intestino, colesterol e glicemia mesmo em dietas hipocalóricas.

Estratégias nutricionais práticas para quem usa remédios para emagrecer

Quem utiliza novos medicamentos para obesidade costuma apresentar efeitos gastrointestinais, como náuseas, saciedade intensa, refluxo, constipação ou diarreia, especialmente nas primeiras 4-8 semanas de tratamento. Ajustes simples fazem toda a diferença: fracionar refeições em 4-5 porções menores, mastigar devagar (20-30x por garfada), evitar volumes grandes de gordura de uma só vez (como molhos cremosos) e manter hidratação de 2,5 a 5L de água pura por dia. Planejar o cardápio semanal, montar pratos coloridos com método “prato dividido” (½ vegetais, ¼ proteína, ¼ carboidrato integral) e dar prioridade a alimentos “de verdade” também previne o ciclo de compensação com ultraprocessados em momentos de impulsividade, cansaço ou viagens.

Estilo de vida: além do comprimido ou injeção

Mesmo na era dos novos medicamentos para obesidade, a combinação “alimentação saudável + atividade física regular” continua sendo o padrão-ouro para controle de peso e saúde metabólica. Caminhadas de 30 minutos diários, musculação leve 2-3x por semana e alongamentos melhoram a sensibilidade à insulina, preservam músculos e aceleram o metabolismo basal. O uso isolado de remédios, sem mudanças reais de estilo de vida, aumenta o risco de reganho de peso – estudos mostram que 60-70% voltam a ganhar peso em 1-2 anos após interromper o tratamento. Por isso, o acompanhamento com nutricionista, educador físico e equipe multiprofissional é essencial para definir metas realistas, ajustar a ingestão, trabalhar comportamentos alimentares e apoiar a manutenção dos resultados a longo prazo. Emagrecer bem é emagrecer com saúde.

Texto original elaborado com base em estudos científicos internacionais. Consulte um profissional de saúde para orientação personalizada.

Referências:

Nutritional Priorities to Support GLP-1 Therapy for Obesity. Newswise/PMC, 2025. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC12125019/

Structured lifestyle modification as an adjunct to obesity pharmacotherapy. PMC, 2024. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC11971043/.

a person holding an insulin injection
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woman walking on pathway during daytime
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